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Conheça Margarida Fezas Vital, Antiga Aluna da Nova SBE - Entrevista Exclusiva
Nova Promove | 23 novembro 2020 Conheça Margarida Fezas Vital, Antiga Aluna da Nova SBE - Entrevista Exclusiva

Conheça Margarida Fezas Vital, uma antiga aluna bem-sucedida da Nova SBE, numa entrevista exclusiva na qual partilhou como tem trabalhado na área de Inovação e Digital, principalmente na área de desenvolvimento de negócios e em posições estratégicas. Nesta entrevista, Margarida revela como é apaixonada por construir ligações entre empresas e pessoas, pelo desenvolvimento de soluções inovadoras com um ângulo “for good” e por ser uma mentora para jovens talentos.

 

Que está a fazer atualmente? E qual a característica mais gratificante da sua carreira?

Atualmente, lidero o departamento de Business Development da Uber para o Sul da Europa, e tenho a oportunidade de trabalhar em alguns projetos interessantes que fomentam o crescimento sustentável dos nossos negócios e reforçam o nosso compromisso com as cidades, o meio ambiente e as pessoas que escolhem o Uber como a sua plataforma de eleição para trabalhar e viajar/comer/mover. Como alguém que adora mudanças e novas oportunidades, a minha carreira proporcionou-me uma combinação ótima de poder trabalhar com algumas das tecnologias mais inovadoras, alguns dos profissionais mais talentosos em todo o mundo, e a oportunidade de estar exposta a vários países, o que implica ter de compreender culturas locais e hábitos de consumo, regulamentos e regras além de viagens de trabalho. É a combinação única destes três elementos que fazem com que o meu trabalho seja incrivelmente recompensador.
 

Que é que a encourajou a viver no estrangeiro? E porquê Londres e Madrid?

Não acho que tenha havido apenas um fator, mas uma combinação de vários. A minha educação, pois os meus pais sempre me disseram para seguir os meus sonhos, voar alto e nunca sentir que estava restringida a Portugal. A paixão por querer conhecer mais culturas, pessoas diferentes e desafiar-me a sair da minha zona de conforto. E serendipidade: Havia um novo programa de graduação muito bom em Londres que a Telefonica estava a lançar e eu não consegui resistir!
Londres é, ainda hoje (vamos ver o que acontece com o Brexit), o hub mais inovador da Europa, um verdadeiro melting pot de culturas, no qual a tecnologia está a avançar e as pessoas estão dispostas a tentar/testar coisas novas. Tendo uma oportunidade de emprego, tendo Londres estas características e um punhado de amigos (e um namorado na altura que é agora o atual marido) nem hesitei em mudar-me para lá.
Madrid é uma história engraçada. Tendo trabalhado na Telefonica por mais de cinco anos, foi uma decisão óbvia durante muito tempo, decisão essa que a cada seis meses ia adiando e evitando (juro que tinha essa discussão com os RH e os meus superiores de seis em seis meses no mínimo). Entretanto a vida deu as suas voltas e, por motivos pessoais, tive que regressar a casa e tive a oportunidade incrível de me juntar à Uber (que na altura era o único grande gigante dos EUA/multinacional de tecnologia com a qual não tinha trabalhado durante os meus anos na Telefonica). A oportunidade de trabalho era em Lisboa, o que era perfeito enquanto desafio e, acima de tudo, porque a equipa era um sonho. Porém, oito meses depois surgiu uma oportunidade de crescimento em Madrid e não pude recusar. Como costumo dizer na brincadeira, dá para ver como a velocidade da Uber se compara à da Telefonica.
 

Quem ou que experiências tiveram um impacto no seu percurso profissional?

Neste caso, o “quem” é uma lista gigante de pessoas, pelas quais estou muito grata, que se cruzaram no meu caminho desde os meus tempos na Nova SBE. Desde mentores e docentes da Nova SBE, mentores da Telefonica e a minha família (especialmente o meu marido, que puxa sempre por mim quando começo com o discurso de “eu não sei se consigo”). Questiono-me constantemente sobre como posso melhorar, que mais posso fazer, e se sou feliz assim e, de seguida, tenho inúmeras conversas com mentores.
Relativamente às experiências, diria que é a mudança constante. Acho que nunca tive um manager mais do que um ano. A maioria esteve provavelmente cerca de seis meses porque as empresas reestruturaram-se para crescer, reestabelecer-se (e sobreviver), os empregos mudam e as pessoas também. Aprendi a apanhar a onda ou a ir diretamente para o meio da tempestade para encontrar oportunidades em como posso ser útil para as empresas e para as minhas equipas, mas também para crescer. Perdi a conta das reorganizações, gestores e diferentes cargos que tive. No final, tudo se resume ao valor que acrescentamos e o valor que recebemos.
 

Que gostaria de saber na altura em que estava a graduar que só agora é que sabe?

A mudança e a incerteza podem ser motores de mudança positiva e crescimento pessoal, apesar de serem assustadores e intensos. Abraçar a mudança e ser otimista durante esses momentos pode impulsionar o nosso crescimento pessoal e a nossa carreira mais do que qualquer outra coisa que possamos imaginar.
 

Porquê esta área? Que lição trouxe consigo e a têm ajudado neste percurso?

Ainda não sei se foi o facto de o meu pai ser engenheiro, eu gostar de ser diferente e escolher caminhos de aprendizagem em vez de áreas nas quais eu me sinto confortável, a minha paixão por ambientes de ritmo acelerado (culpo a astrologia por isto!) ou a nossa professora Elizabete, que me inspirou a seguir a área tecnológica. Ou até mesmo a serendipidade/destino/sorte.
O ritmo acelerado que nos acompanha durante a nossa licenciatura e o nosso mestrado na Nova SBE, aliado à minha energia e abertura à mudança, ajudou a que me adaptasse e aprendesse depressa. Começar a trabalhar numa empresa de tecnologia e ter de perceber quais as infraestruturas essenciais, enquanto se aprende mais sobre as novas tecnologias que estão a entrar no digital só foi possível devido ao meu percurso. Pode ser desafiador para uma jovem com experiência em economia e gestão sentar-se em reuniões com engenheiros com mais de 50 anos de idade, mas sabem que mais? Consegui aguentar-me, adorei cada segundo e aprendi muito. Sinto quase como se tivesse tirado outro curso.
E até ao dia de hoje ... a teoria dos jogos aplicada aos negócios ainda é uma das coisas mais relevantes do meu dia a dia. Negociação, compreender os motivos das pessoas, pode parecer parvo que de todas as coisas incríveis que aprendemos na universidade, eu escolha a teoria dos jogos, mas é, de facto, o conceito que mais utilizo.

Que competências adquiriu no seu percurso académico e quais são as que têm sido fundamentais para a sua carreira?

Perseverança – Sempre fui muito impulsiva e nunca gostei de fazer a mesma coisa durante muito tempo. Lembro-me da frustração que senti quando competi no L'Oréal Brandstorm (vencemos as nacionais nesse ano!). Lembro-me da nossa professora, Luísa Agante, dizer-nos “têm de insistir e ir mais além” para encontrarem o “momento ah-ah! ” e percebermos qual era realmente a necessidade. Foi a primeira vez que percebi que era algo que precisava trabalhar e hoje é um dos aspetos que as pessoas mais reconhecem como ponto forte em todas as avaliações de final de ano.
Rigor – A Nova SBE e a licenciatura em economia ensinaram-me bastante sobre ser minuciosa e questionar as coisas antes de as aceitar enquanto verdade. Acho que isso ainda hoje é fulcral, já que as pessoas vêm ter comigo à procura de opiniões honestas, na tentativa de encontrarem alguém que tente compreender as suas ideias ou projetos para que possam descobrir onde erraram e possam corrigir antes do lançamento ou d apresentação, etc., que têm.
Um processo criativo bem estruturado – Uma das grandes características do mestrado em gestão para mim foi o contacto com as empresas. Durante o curso de gestão de marcas tive a oportunidade de trabalhar com a Magnum para sugerir um novo segmento de produtos. Eu queria ser gestora de marca, mas, enquanto pessoa criativa, era aquela pessoa que tinha ideias disruptivas. E a pergunta era como escolher um caminho que faça sentido? A estrutura que aprendemos ajudou-me a perceber a importância de enquadrar a empresa, o seu posicionamento, a marca, o público-alvo, as lacunas de mercado, etc., e ensinou-me a ter ideias criativas que fazem sentido. As que realmente acrescentam valor ao P&L.
 

Como conseguiu o seu primeiro emprego depois de se graduar? Que passos deu e que conselhos daria aos que estão agora a começar?

A receita é uma lista de cinco passos que, na verdade, eu ainda uso sempre que me quero candidatar a uma nova função ou mudar de empresa ou apenas testar as águas. Saber o que eu não queria, passei algum tempo a pesquisar e a mapear as oportunidades do mercado de trabalho enquanto tentava conhecer-me e entender o que queria (mentores, família e amigos são uma grande ajuda nisto). E de todas as opções que eu tinha comecei a mapear o que eu não queria, para não ter de perder tempo com coisas que sabia que não me fariam feliz.
Estar aberta a todas as oportunidades que surgiram – a famosa frase “Não sabes o que não sabes” ou o meu próprio lema “Nunca digas não antes de ouvir o que o outro lado tem para oferecer” são princípios orientadores para mim, em geral, e ainda mais quando estou à procura de emprego. Há sempre novas posições a serem criadas, talvez nunca tenhamos pensado naquele país para morar, mas nunca se sabe... por isso vale a pena manter as nossas opções em aberto (mantendo a etapa número um).
Procurar e pesquisar as empresas – Estarmos preparados é fundamental. Ouvimos toda a gente a dizer isto porque é verdade. Ir a uma entrevista sem conhecer o setor, a empresa-mãe, as suas subsidiárias, os valores da empresa, em que mercados está, etc., é uma perda de tempo para nós e para as pessoas que nos entrevistam. Posso garantir que ouvirá um “não”, e é mais provável que as pessoas se lembrem de si pelos piores motivos, por isso não percam o seu tempo e o das outras pessoas.
Ser eu própria nas entrevistas – Há uma coisa que faço sempre durante as entrevistas que é apertar com os candidatos para perceber se são genuínos ou se estão apenas a pôr uma máscara para que gostemos deles. E, acreditem em mim, eu não gosto de ter de dispensar pessoas, mas ter alguém que não é verdadeiro consigo mesmo ou genuíno é ainda pior, por isso não arrisquem.
Confio no meu instinto quando tenho de escolher de entre todas as opções que me foram dadas e tenho de ser honesta e transparente com todas as que recusei. Não fechem portas e sejam educados. Nunca sabemos aonde a vida nos vai levar.
 

Que memórias do seu tempo enquanto aluna da Nova SBE mais estima?

Todas, até a(s) noitada(s) antes de um exame. Continuo a achar que foram os melhores cinco anos da minha vida, durante os quais aprendi muito dentro e fora da sala de aula, fiz amigos para a vida e até conheci o meu marido! Nunca adorei finanças, mas o professor Neves Adelino conseguiu arrastar-me para a Nova SBE todas as sextas-feiras, às 8h00, para ir à aula dele. Jamais me esquecerei da dupla mágica de Cálculo com os professores Pinheiro e Xufre, que fizeram com que fosse fácil de digerir e punham sempre um sorriso nos nossos lábios (quem não gosta de Pringles?). Os grupos de estudo com os colegas mais espertos, pacientes e geniais (existe toda uma geração que deveria estar grata ao Miguel Faria e Castro).
Agora, se a isto acrescentarmos uma grande experiência com a Students’ Union, a abertura do professor Daniel Traça para ouvir as nossas sugestões de melhorias e a preocupação sincera com as necessidades e o bem-estar dos alunos, as grandes festas que tivemos e todos os melhores amigos do mundo. Ainda tenho contacto com muitos dos meus amigos e antigos alunos da Nova SBE, que me inspiram constantemente a fazer mais e melhor.

Que conselho tem para dar aos alunos que agora se estão a graduar?

Aprendi três coisas que percebi foram decisivas para mim. Investir algum tempo (de qualidade) na minha descoberta pessoal – em realmente perceber quem sou, o que me motiva, o que não quero, quais os meus valores, quem quero ser e como posso acrescentar valor.
Estar pronto para a mudança – abraçar a mudança, pensar positivamente, procurar oportunidades para acrescentar valor mesmo nos tempos mais sombrios.  Digo sempre às minhas equipas: vamos fazer o nosso melhor, mesmo que haja muita incerteza e caos à nossa volta, porque se temos a sorte de ter trabalho, não perdemos tempo e as coisas vão continuar a seguir o seu rumo e, se não tivermos, então pelo menos aprendemos e acrescentamos essas experiências a um currículo que vai ficar mais rico.
E lembrem-se sempre de que são uma parte ativa da sociedade. Todos precisamos de fazer a nossa parte para garantir que acrescentamos valor sustentável à sociedade. Temos muita sorte de ter acesso a um ensino excelente, saúde e de vivermos em países pacíficos (pelo menos a maioria das pessoas que vão ler isto). E é fácil esquecer os milhões que não têm tanta sorte ou que as gerações vindouras herdarão o mundo da maneira que o deixarmos. Por isso, assuma o seu lugar, faça-se ouvir, esteja presente, escolha e consuma com sabedoria, cuide dos outros. Fazemos todos parte de uma enorme rede de indivíduos que estão todos ligados.

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