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Dados sobre eventos – uma oportunidade para uma melhor gestão
News | 30 November 2021 Dados sobre eventos – uma oportunidade para uma melhor gestão

Andou pelas ruas do Parque das Nações em Lisboa em novembro? A cena surreal de ver milhares de pessoas de todo o mundo que se reuniramparaparticiparnaWebSummitéum deleite para os nossos olhos, depois de meses de quarentena e ainda afetados por algum medo sobre as possíveis consequências não intencio- nais dessa exposição.

Assim que entrou no palco principal na cerimó- nia de abertura, Paddy Cosgrave, o cofundador daWeb Summit dirigiu-se à larga multidão pre- sente, chamando por pessoas de Portugal, Es- panha, Brasil, Ucrânia e Reino Unido. A julgar pelas reações ruidosas do público, Paddy fê-lo sabendo perfeitamente que teria uma elevada probabilidade de ter uma resposta positiva das nacionalidades com maior presença na sala. Uma simples estatística do número de visi- tantes por país seria suficiente para saber que nacionalidades deveria chamar nessa ocasião e, reconhecidamente, funcionou muito bem para Paddy Cosgrave. A aplicação de registo de par- ticipantes é uma excelente fonte dessa informa- ção.

Este facto vai ao encontro das minhas pergun- tas. Poderão os dados ajudar-nos a avaliar o im- pacto de um evento, o que podemos aprender sobre ele ou podem esses dados ajudar uma po- lítica de investimento em organizações como o Turismo de Portugal?

De notar que a decisão de apoiar um evento é complexa, integrando componentes que vão muito para além do seu mero retorno económi- co, como sejam o contributo para a identidade cultural, o património ou determinadas aspira- ções de um dado destino.

A resposta à primeira pergunta é simples. Des- de sempre que utilizados dados para aprender sobre o impacto dos eventos. O número de bi- lhetes vendidos tem sido a fonte habitual, mani- festando-se como um motivo de orgulho ou um segredo bem escondido. Inquéritos realizados com recurso a amostras reduzidas ou avalia- ções visuais das multidões são outros métodos utilizados para caracterizar a assistência desses eventos e aprender mais sobre o seu impacto. Hoje, os participantes desses eventos possuem, na sua larga maioria, smartphones e passam uma boa parte do seu tempo durante esses eventos a interagir com essas maravilhas tec- nológicas. Devido a este facto, as métricas de impacto e a nossa capacidade de aprendizagem podem ser bastante mais ricas, na medida em que podemos aprender os factos básicos (p.ex. a demografia dos participantes), mergulhar so- bre as suas dinâmicas interpessoais (com que frequência ou como as pessoas interagem) ou mesmo aprofundar a análise numa ótica de im- pacto regional (por hipótese, o que ganha Avei- ro com este evento?).

A Web Summit demonstra isto de uma forma bastante evidente. Quanto se registam de for- ma digital, são pedidos aos participantes coisas simples como o género, o país de origem ou o grupo etário. São incentivados a contar-nos mais sobre si ou indicando as suas áreas de es- pecialidade ou os seus interesses. Por exemplo, conheci um engenheiro que escreveu no seu perfil que vivia e trabalhava em Dublin e que era originário da linda cidade de Mostar, na Bósnia Herzegovina.

Enquanto estava no palco, Paddy pediu-nos para interagirmos digitalmente. Ao invés de nos voltarmos para alguém ao nosso lado e o cumprimentarmos fisicamente, como faríamos antes da pandemia, a multidão foi convidada a ler os QR code dos seus vizinhos, a ver os perfis uns dos outros e a falar com o distanciamento seguro, de modo a minimizar riscos.

O scan dos QR codes, aos soluços, demorou algum tempo a dispersar-se por todos os parti- cipantes, permitindo aos tecnológicos partilhar alguns dos seus maiores falhanços. Compreen- deram perfeitamente a situação e tinham certe- za de que o imprevisto seria resolvido rapida- mente. Habitualmente é o que sucede.

Este facto criou dados sobre a colocação das pessoas e pode ser uma excelente oportunidade para investigação sobre o que aconteceu após esta experimentação social. Será que colocar pessoas com experiência e interesses similares

(ou diferentes) leva a uma melhor colaboração ou a maiores níveis de interação?
Se nos abstrairmos da dinâmica interna do evento transmitida pela utilização da aplicação do evento, nós podemos analisar a mobilidade das pessoas e aprender onde foram antes ou depois do evento.

Os operadores de comunicações móveis podem dizer-nos quando um participante (turista) en- trou em Portugal, que locais visitou, e em que ordem, ou qual o seu tempo de estadia. Nós conseguimos estimar gastos médios diários por pessoa, em termos de alimentação, transporte e alojamento. As estimativas podem derivar de inquéritos, através dos quais perguntamos às pessoas diretamente acerca das sua estadia e hábitos de consumo.

Desta forma, podemos então usar estes dados para comparar eventos com base no seu im- pacto económico a nível municipal, de distrito ou a nível nacional e perceber quais estão a ter um melhor desempenho e quais merecem uma maior atenção para terem sucesso.

Com dados, os policy markers podem funda- mentar as suas escolhas, medir o impacto e informar a sociedade. Se feito de forma ética e responsável, parece-me que poderá ser uma excelente ideia.

 

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