A notícia que faz manchete no Diário de Notícias de hoje tem uma série de falsidades e imprecisões, que se explicam pelo facto de o jornal não ter feito qualquer pergunta à Direção da Nova SBE.
A questão da autonomia, ou do grau de autonomia, é debatida há várias décadas dentro e fora da Universidade, apenas como meio funcional para cumprir a missão da Nova SBE. Uma missão que requer descentralização, necessariamente, mas que não implica qualquer divórcio institucional, muito menos a saída da esfera pública.
A notícia baseia-se certamente nas primeiras conclusões de um projeto que a faculdade está a desenvolver sobre o tema «A Escola do Futuro», que apontou vários desafios e caminhos teóricos, nenhum dos quais ainda subscrito pela direção da Nova SBE nem pelos respetivos órgãos estatutários.
O projeto, em fase de conclusão, visa definir o que deve ser a escola pública do futuro e que papel específico pode ter uma das melhores escolas de gestão, economia e finanças da Europa — que a Nova SBE já é —, perante o impacto da inteligência artificial, a maior transformação tecnológica do século.