Foi publicado um novo artigo na BMJ que analisa se a semana de trabalho de quatro dias pode constituir uma resposta viável e custo-efetiva aos atuais desafios da força de trabalho do NHS.
A análise aborda problemas persistentes como dificuldades de recrutamento, elevada rotatividade, absentismo e baixos níveis de motivação, e examina de que forma uma semana de quatro dias, entendida como uma redução do tempo de trabalho combinada com uma reorganização interna do trabalho, pode contribuir para melhorar a retenção dos profissionais e o seu bem-estar, sem comprometer a produtividade ou a qualidade dos cuidados.
✍️ Autores: Pedro Gomes, Rita Fontinha, Brendan Burchell, Amelie Morin, Jolene Skordis, Pedro Pita Barros, and Sotiris Vandoros
🔍 Principais mensagens:
• A semana de quatro dias pode melhorar a retenção dos profissionais e reduzir o absentismo, sem comprometer a produtividade ou a qualidade dos cuidados
• Evidência de outros setores e países aponta para benefícios potenciais, embora o setor da saúde apresente complexidades organizacionais e operacionais próprias
• As experiências-piloto existentes em contextos de saúde têm sido limitadas em escala ou em rigor metodológico
• Os autores defendem que existe evidência e incerteza suficientes (equipoise) para justificar uma avaliação rigorosa no NHS, idealmente através de uma abordagem de avaliação realista que permita compreender o que funciona, para quem e em que condições
🎯 Em suma: A semana de quatro dias não deve ser encarada como uma simples redução de horas, mas como uma reforma organizacional que combina a redução do tempo de trabalho com a reorganização do trabalho, podendo constituir um instrumento pragmático para reforçar a sustentabilidade da força de trabalho do NHS.
🔗 Leia o artigo completo aqui:
https://www.bmj.com/content/391/bmj-2025-085261
BMJ (Análise), 2025; 391: e085261
Publicado a 13 de outubro de 2025
DOI: https://doi.org/10.1136/bmj-2025-085261